Mas é fácil ser vaca na Índia

Acontece às vezes, quando passo um bom tempo sem ir na livraria. Eu não sei se existe uma época específica para um “boom” de lançamentos, mas o fato é que ontem fui na Saraiva que tem num shopping perto daqui de casa. Mamãe foi comprar um maiô (tomamos vergonha na cara e vamos tentar fazer exercícios), e depois fomos comer por lá. Adoro esses cafés de livraria, ma$ acontece que nem $empre dá certo fazer um lanchinho nesses lugares. Não tenho muito apego pela Saraiva, acho que por que os livros que ficam em destaque são comumente livros da estante porcaria. Julgo livro pela capa e pelo título, desculpe. Aquelas capas cheias de brilho, com edições mal feitas e até as “pseudo góticas”. É cada capa, viu. Você consegue ver de longe sobre qua lé o assunto, a forma de escrever, a idade… Nem sempre, claro. Mas têm livos que acabo classificando de acordo com a capa. Sei lá, eles tem um jeitinho. Nem sempre são ruins, mas sempre tem aquele jeitinho.

Já tinha ouvido falar de outro livro da Maitê Proença e tinha vontade de ler. Nem sabia que ela ia lançar outro. Acabei me deparando com “É duro ser cabra na Étiopia“. Abrindo o livro, percebi que eram várias historinhas de tom humorístico. Achei bem legal, a maioria realmente me fazia rir no final. Interessante é que acabo não lendo tanta literatura nacional, mas o jeito como os autores desconhecidos escrevem acaba sendo tão bom, que me apeguei.
Acabei não comprando; mamãe estava apressada.

Bem, encontrei uma das historinhas por aí nazinternets, e vou colocar aqui só para vocês terem uma ideia.

“Autor: Ione Valadares
Beliches gigantes

É que a gente já se acostumou com a situação e não pensa mais no assunto. 
Eu não queria assustar vocês, mas não é estranhíssimo dormir?

Está todo mundo na maior agitação durante o dia e quando o sol vai embora 
adotamos a posição horizontal e mergulhamos em um estado de quase catalepsia.
A coisa fica ainda mais estranha se imaginamos a cidade com as ruas vazias 
de madrugada e os prédios como beliches gigantes; todo mundo em sua caminha,
um em cima do outro, aparentemente inofensivos.
Mas depois, acordamos e nos atracamos à nossa rotina como se nada tivesse 
acontecido. Como assim? Acabamos de viver uma incrível cena dramática, ficcional, 
e nada?
Não tinha que ter pelo menos, sei lá, um belo ritual tribal entre uma coisa e outra?”

Entrou para a listinha dos livros que preciso ler, haha.

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