Sobre infância e filmes da Disney

Outro dia o professor de História nos mandou fazer um exercício e ficou passeando pela sala de aula, assoviando. Era realmente irritante, por que eu tentava me concentrar e aquele zunido agudo continuava insistindo no meu ouvido. Quando finalmente acabamos o exercício, percebi que era uma música que eu conhecia. “… não tenha medo pare de chorar/ Me dê a mão/ Venha cá…”.
Era Tarzan, meu desenho preferido de todos do universo da Disney.
O professor disse que aquela foi a musica que cantou no dia do casamento. Cara, se alguém cantasse essa música para mim num dia assim, eu ia acabar afogada nas minhas próprias lágrimas, hahaha. Segundo minha irmã, assisti ao filme mais de 15 vezes, mesmo sendo uma fita emprestada do meu primo (sim, nasci no tempo das fitas), até que minha mãe comprou uma fita só para mim e depois disso ela perdeu a conta, huehue.
Engraçado isso. Acho que nunca fui aquele tipo de criança que insistia em ser uma princesa ou que tinha como cor favorita o rosa. Segundo minha mãe, eu gostava de brincar correndo, pulando; não era muito de Barbie. Nem ligava tanto para as princesas, também. Eu curtia muito mais o Tarzan e o ursinho Pooh (que na época eu chamava de Puff). Acho que sempre fui meio assim, fora do comum. Não era proposital. E eu também não era uma criança lá muito popular. Cresci meio que sendo a “estranha”.
Gosto de ler desde que eu me lembro. Uma vez uma professora da alfabetização disse que se eu não lesse aquela página do livro do patinho eu ia ficar para trás. Todos os meus amigos aprenderiam a ler e eu ficaria ali, estancada. Resultado: enquanto meus amiguinhos liam as histórias de raposas, tartarugas e lebres, eu com os meus 9/10 anos lia um livro de 702 página do Harry Potter. Acho que eu nunca vou esquecer do número de páginas de A Ordem da Fênix, ou pelo menos vou lembrar para sempre como se ele tivesse 702 páginas. Parece prepotente, mas eu senti um orgulho imenso quando terminei de ler. Eu ainda lembrava daquela professora, que tinha me dito que eu não aprenderia e que ficaria para trás.
Acho que comecei a ler livros assim com A Turma dos Tigres (tive que procurar no limbo da minha cabeça).  Eram uns livrinhos que ficam com um cartão vermelho que decodificava umas imagens, que eram a pistas. Meu gosto por mistério talvez venha daí, haha. Achava bonitinho, mas eu era sempre apressada e passava o cartão logo, nem prestava tanta atenção às imagens, queria saber o que acontecia. Era gostoso de ler. Lembro que acertei uma pista uma vez, era uma em que, se eu não me engano, a bicicleta estava quebrada. A partir daí todo um mistério se desenrolava.

Mas acho que por hoje paramos por aqui. Eu criei uma nova tag, a “eu”. Talvez alguém tenha notado, mas provavelmente não, já que os visitantes daqui não são constantes. Nela eu vou escrever uma série de bobagens sobre coisas que vi, vivi, senti, gostei, desgostei e mais. Ah!, e a aqui a música que o professor assobiava.

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