Nostalgia – Conto JohnLock

Eu vou postar aqui mesmo tendo um site só para contos, por que aqui tem mais acessos. HUE.

Estava sentado em sua poltrona, no velho apartamento alugado em que compartilhava da companhia de Holmes. A poeira cobria os móveis, tudo exatamente como da ultima vez que estivera ali. Sim, por que viver naquele lugar simplesmente não era viável. Vivia em outro canto e mesmo assim ainda pagava o aluguel sozinho. Jamais, repetia constantemente em sua cabeça, jamais deixaria que outro alguém morasse ali, que alguém tirasse tudo do lugar, que pintassem a rosto amarelo na parede a que colocassem massa nos buracos de bala.
Não, jamais.
Se inclinou, colocou os cotovelos no joelho e as mãos na nuca. Passou a vista por toda sala. Lembrou-se até que as experiências que Holmes deixava na geladeira ainda estavam lá. Experiências das quais tanto reclamara, mas que agora sentia tanta falta. Ah, mas se você conseguisse fazer esse milagre, olhar para a cabeça de um novo cadáver toda vez que fosse comer maçã seria uma benção.
“Entediado!” você gritava. Ele conseguia vê-lo deitado no sofá vestido com aquele roupão e com os adesivos de nicotina no braço. E seu blog;  não conseguira apagá-lo. Nenhuma lembrança sua merecia ser esquecida; desde as suas incríveis deduções até as xícaras de café. Mrs. Hudson ainda morava ali. Arranjara um emprego novo, nada demais. Agora conseguia dormir de noite e trabalhar direito, mesmo que  já não quisesse mais isso.
Ah!, e as mensagens. Também não apagara nenhuma. Na verdade, desde aquele dia que não recebera mais nenhuma. Sentia tanta falta, tanta. Pensava que o detetive não conhecia aquela sensação se não fosse ela dedicada aos casos. Ou à Irene.
No começo de tudo fora até o fundo do poço. Bebia constantemente, delirava. As marcas no lugar onde o carregador do celular se encaixava aumentaram, e não eram mais de sua irmã, mas de John. Gostava de delirar, conseguia se lembrar e sentia que Holmes estava bem ali na sua frente, tocável. E então erguia a mão e não sentia nada além de ar ou uma parede.
Mas parecia tão real! Não podia ser, e então passava mais uma vez a mão e nada sentia, e fazia tantas outras vezes, até perceber que de nada aquilo adiantaria. Acabava sempre sentado ou deitado, chorando como nunca antes.
Consideravam-no naquela época um bêbado irremediável, mas conseguira se recuperar.
A polícia agora perdia muitos casos. Claro, não tinham você, pensava. Era a sua pessoa a quem sempre recorriam. Mesmo quem te chamava de aberração agora o queria por perto.
Sentia os lábios se curvarem para baixo e o líquido salgado dos olhos invadindo a boca. Não, de novo não. Aquele turbilhão de emoções, muitas delas nunca antes experimentadas, completamente novas. Você causa em mim uma nostalgia terrível, Holmes; refletia.
Mas então, algo que a muito tempo não acontecia, aconteceu.
O telefone tocou, e não era o toque de ligação, era o de uma mensagem.
“Também sinto a sua falta. SH.”

O texto tá meio ruim ): Faz tempo que eu não escrevo, tô enferrujada.

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2 thoughts on “Nostalgia – Conto JohnLock

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